Já estou aqui sentado há uns 5 minutos e não consegui achar uma maneira boa de começar este primeiro texto, quem me dera ter uma idéia que me renderia uns bons gastos sinápticos. Mas precisava logo estrear isso aqui antes que eu me desmotivasse e parasse com tudo como foi o que aconteceu com a última tentativa frustrada de me expressar em palavras. Já se vão uns bons 3 anos aí.
Depois desse tempo de abandono às palavras publicadas na web (que eram bem singelas e nem um pouco populares), acho que minha escrita evoluiu substancialmente, devido a faculdade de Psicologia que me força um pouco a desenvolver o hábito de leitura, mesmo que seja um pouco massante por vezes. E também pelos vários textos, dissertações e seminários que foram redigidos nesse meio tempo. Ah se aqueles julgadores de redação do vestibular que me deram 4,5 na época me vissem agora…
Resolvi voltar a essa vida devido a uma grande motivação que me apareceu nesse mês, e que mudou completamente os meus objetivos de vida, que estavam obscuros e bagunçados até então. Surgiu a idéia de mudança para o Canadá, a tentativa de uma vida melhor em um lugar totalmente diferente, de esforço compensado, de um risco muito grande e de uma perspectiva maravilhosa. Escreverei mais sobre isso em outra oportunidade.
Queria compartilhar agora um vídeo que me indicaram ontem e que renovou outra coisa que tinha me escapado há um tempo atrás:
Música sempre foi uma paixão incondicional pra mim, mesmo com os descréditos provenientes de mãe ou pelo apoio engraçado e, por vezes, irracional do pai. O piano sempre foi o instrumento que mais me chamou atenção, com timbres imponentes, baixos fortes e agudos limpos. Infelizmente, a condição financeira da qual compartilho não é muito agradável ao ponto de me disponibilizar um piano.
Aí vocês se perguntam o que um vídeo de um cara feio, que faz caretas horrendas, tem a ver com a minha paixão por piano. Explico: quando comecei a tocar piano, numa escola de música aqui da cidade, eu ainda tinha tempo livre pra ir até lá praticar e me deliciar naquela salinha minúscula onde cabiam 2 pessoas e um piano armário apenas. Ficava até 5 horas seguidas tocando aquela beleza. Era melhor que uma terapia qualquer que se vê por aí. Mas, quando entrei para a faculdade, não tinha mais esse precioso tempo para ser despendido nele e, sendo assim, tive que voltar ao violão e guitarra.
Apesar de estar me empenhando nesse instrumento que me gera uma satisfação muito grande também, o piano nunca saiu de voga. São dois instrumentos diferentes e que me fazem sentir diferente, não havendo jeito de traçar uma comparação. O piano só era inviável no momento, mas a música aqui não podia parar.
Ao ver esse vídeo, fiquei imediatamente maravilhado com o toque clássico que a música tem e, além disso, consegue ser muitíssimo contemporânea. Ao estudar superficialmente ela, vi que ficaria linda num piano, com um grave mais encorpado e um agudo mais definido. É íncrível como todo aquele sentimento que tinha dentro daquela pequena sala com um piano armário voltou vividamente pra mim neste momento.
Agora, estou trabalhando nela no violão, desenvolvendo um pouco mais de agilidade nos dedos. Mas ela tá guardada ali, pra quando eu tiver o meu piano de volta.
Maio 21, 2008 às 17:54
Nunca tive cordenação motora para tocar algum instrumento, dasdhsadhlsahdl,
Gostei muito do seu texto, ‘tá de parabéns.
Maio 22, 2008 às 2:26
Parece que foi ontem que eu deixei um comentário para um vestibulando desesperado no http://davi.simplesassim.com/ . Hoje não só a página dá ’servidor não encontrado’ como o vestibulando também não é mais encontrado. Tudo bem que as palavras eram ’singelas e nem um pouco populares’, eu gostava delas e comentava mesmo assim. Mas me sinto duplamente feliz em poder ver o quanto vc evoluiu nos seus textos e poder comentar sobre uma paixão sua. =)
Eu ouvi a música. É ótima. Mas de fato o cara é feio e faz caretas horrendas. Mas é só colocar o vídeo e descer a barra de rolagem que tudo fica lindo. rs Quando eu era pequena eu não tinha aulas de piano. Mas eu tinha em casa um órgão pequeno, especial pra crianças que era a minha paixão. Eu ouvia as músicas e não descansava até, de ouvido, tirar as músicas inteiras. Era uma felicidade enorme, realmente inexplicável, por isso eu te entendo.
Admiro o fato de vc ter mantido sua paixão. Eu traí meu talento pra música trocando o órgão por um estetoscópio. Mas dentro da gente algumas coisas nunca mudam. Se meus ouvidos ouviam algo além da melodia naquele tempo, hoje ouvem algo além do tum-tá (nossa, saber que é tum-tá e não tum-tum, foi traumático! rs) do coração.
Vc pode nunca usar um esteto, mas algo a gente sempre vai ter em comum: a paixão por escutar algo que ninguém escuta. E saber que isso que a gente está escutando dá sentido à vida. Tanto no sentido concreto quanto abstrato. =)
Não consigo imaginar a música no piano. Mas (mal) posso esperar pra um dia ouvir. ^^
Bom, já escrevi demais, né?
É que eu me empolgo. Vc me conhece. rs
Um beijo e continua escrevendo, ok? ;D